Presidente da Força Sindical-MG acusa capitalistas de tentar ‘crucificar trabalhadores’

O desmonte da legislação trabalhista (CLT) patrocinado pelo poder público, com a ajuda de políticos, foi tema do Seminário intitulado “Reformas Trabalhista e Previdenciária”, promovido pela Delegacia Sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho em Minas Gerais (SINAIT/DS-MG), nos dias 6 e 7 de junho, no Centro Dom Helder de Convenções, promove o localizado na região central da capital mineira.

Vandeir Messias, presidente do Sindicato dos Químicos, Plásticos e Farmacêuticos de Belo Horizonte e Região (SindLuta) e também presidente da Força Sindical de Minas Gerais, foi mais um personagem que acusou os capitalistas de agir com o propósito de fazer do Brasil “um país de servos”, com mão de obra barata e desqualificada, na qual estará embutida a escravidão legalizada.

CRUCIFICAR OS TRABALHADORES

Dizendo não concordar com as reformas, Messias denunciou a intensão de crucificar os trabalhadores em todas as frentes de atuação, desprotegidos legalmente. Conforme declarou, os empregadores pretendem garantir a abundância de mão de obra, com a base de direitos precários. Para o sindicalista, a aprovação do PLC 38/2017 poderá promover o empobrecimento da população, além de criar insegurança jurídica e acentuar a crise econômica.

Vandeir Messias ainda visualiza o aumento dos acidentes de trabalho no Brasil, a partir da legalização indiscriminada da terceirização. As reformas Trabalhista e Previdenciária andam juntas, já que as duas provocam retiradas de direitos sem precedentes. O presidente da Força mineira apontou o agravamento da situação das mulheres com a aprovação das reformas. No campo trabalhista, elas, que já recebem apenas 70% da média masculina, desempenhando as mesmas funções, continuarão vítimas da maior parte das contratações precárias.

 

Renato Ilha, jornalista (MTB 10.300)

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