Greve geral leva milhares às ruas de BH e para trânsito no centro

O protesto contra a Reforma da Previdência levou 300 mil manifestantes para o Centro de Belo Horizonte, nesta sexta-feira (14). A estimativa é do secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jairo Nogueira. “É recorde de público de todos os atos”, afirmou. A Polícia Militar (PM) foi procurada, mas informou que não faz estimativa de público.

O ato, convocado em todo o Brasil por sindicatos de várias categorias, fechou o trânsito nas avenidas Afonso Pena, Amazonas e Andradas. “É a união das categorias. Essa reforma acaba com a aposentadoria de quem está na ativa e de quem vai entrar no mercado de trabalho. Vai acabar com o povo brasileiro”, afirmou o representante da CUT.

A coordenadora do Sindicato Únicos dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute), Denise de Paula Romana, disse que além da reforma, os professores também protestam contra o contigenciamento da educação. “Temos que combater a reforma e os cortes no ensino superior”, disse.

Greve 

A paralisação de 24 horas foi convocada por centrais sindicais de todo o país, que protestam contra a Reforma da Previdência, defendida pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Também fazem parte das reivindicações temas como maior geração de empregos formais, retomada do crescimento da economia e contingenciamento na Educação.

Bolsonaro comenta greve

Durante um café da manhã com jornalistas hoje, o presidente Jair Bolsonaro foi perguntado sobre a greve. O presidente disse ver o movimento como algo natural. “[Vejo] com muita naturalidade. Quando resolvi me candidatar, sabia que ia passar por isso”, disse.

Sobre reforma da Previdência, alvo das paralisações de hoje, Bolsonaro voltou a defender a importância das mudanças nas regras da aposentadoria, sem as quais os empresários não terão “segurança para investir”.

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