“Proteger o movimento sindical é defender a renda e os direitos da classe trabalhadora”, diz governador Flávio Dino

O ciclo de debates “O Brasil que queremos”, da Força Sindical, foi inaugurado nesta terça, 3 de março de 2020, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, com a presença do governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB.

Em sua palestra, ele defendeu a revogação da legislação trabalhista que tem prejudicado o sindicalismo brasileiro e saídas para garantir o financiamento das entidades sindicais. “A renda e trabalho decentes dependem do movimento sindical”, que precisa de proteção para evitar que o capital “massacre a classe trabalhadora”, diz Flávio Dino, também criticando a carteira verde-e-amarela como uma iniciativa do governo “antinacional e antipopular”.

Outras tarefas fundamentais, segundo o governador, é apresentar ao País uma Frente Ampla em defesa da democracia, investir em políticas públicas na Educação, na Saúde e no SUS e corrigir o sistema tributário, tornando-o justo para a grande maioria da população e para os mais pobres.

Com participação de dirigentes sindicais, trabalhadores, lideranças políticas e movimentos sociais, o encontro foi encerrado com a entrega ao governador da Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora que contém propostas para a retomada do desenvolvimento econômico do Brasil, com indústria nacional forte, geração de empregos de qualidade, trabalho decente, distribuição de renda, avanços democráticos, justiça social e respeito aos direitos trabalhistas, sociais e previdenciários dos trabalhadores.

Segundo Miguel Torres, presidente da Força Sindical, o objetivo deste ciclo de debates é reunir lideranças que tenham visão e prática humanistas e fraternais e ajudem a população a ter novamente perspectiva, de cabeça erguida, fortalecendo as lutas em todo o País contra os desmandos políticos, o desemprego e a informalidade. “Começamos muito bem com o governador Flávio Dino, a quem agradecemos a presença em nome de todos os trabalhadores e dirigentes sindicais”, diz Miguel Torres, também presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.

“Este debate nacional visa inserir cada vez mais os trabalhadores nas preocupações do País”, disse João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical.

Maria Auxiliadora, secretária de políticas para as Mulheres da Força Sindical, diz que a união dos líderes progressistas do País é o caminho para reconquistar a população contra as medidas prejudiciais à classe trabalhadora e às mulheres como, por exemplo, a carteira verde-e-amarela, e impedir que o atual governo e seus aliados sejam vitoriosos nas próximas eleições.

Participaram do debate com o governador, representando a categoria metalúrgica e a diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, os diretores José Silva e Rodrigo de Morais, e, representando o Congresso Nacional, participou o deputado federal Orlando Silva, do PCdoB. Mônica Veloso, vice-presidente da CNTM, também esteve presente.

Sérgio Nobre, presidente da CUT, diz que temos a tarefa de impedir o fascismo e que a classe trabalhadora só consegue avanços em ambientes democráticos.

Adilson Araújo, presidente da CTB, criticou a criminalização da política e os atuais retrocessos civilizatórios, defendeu a educação que “muda as pessoas” e o sindicalismo como foco de resistência.

Antônio Neto, presidente da CSB, diz que o movimento sindical é aliado dos que defendem o SUS, a educação pública e a industrialização do País.

Ubiraci Dantas, presidente da CGTB, defende que todos os democratas do País apoiem e participem da Frente Ampla pela Democracia.

Luiz Gonçalves, presidente da Nova Central-SP, diz que o debate demonstrou que é possível virar a situação e unir o País contra o atual governo.

Sindicato dos Metalúrgicos São Paulo

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