Dia internacional contra a exploração da mulher

O dia 25 de outubro é de reflexão sobre as desigualdades de gênero, preconceito e julgamentos a que muitas mulheres ainda são submetidas ao redor do mundo. Direitos conquistados ao longo das últimas décadas no campo social e trabalhista, como o do voto em 1932, licença-maternidade e divórcio, são motivos de orgulho ao mesmo tempo em que devem fortalecer para a busca de maior igualdade.

Ainda é estrutural situações como a desigualdade salarial entre homens e mulheres no país, os planos de carreiras onde os postos mais altos são preenchidos por homens e a dupla jornada de trabalho a qual a mulher é submetida. É certo que algumas alterações tem ocorrido ao longo dos anos para reduzir essas diferenças e são necessárias que continuem. Nenhum retrocesso pode ser suportado.

Também neste dia não podemos deixar de citar a violência contra a mulher: outro tema estrutural na sociedade brasileira. É bem certo e prudente que não se pode fazer generalizações ao tratar sobre esse assunto. Porém, os fatos falam por si e são extremamente preocupantes.

O Atlas da Violência 2020, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), diz que em 2018, uma mulher foi assassinada no Brasil a cada duas horas, totalizando 4.519 vítimas. Parte dessas mulheres foram mortas pelo próprio companheiro em crimes que chocam pela covardia. A estimativa é que 30% desses assassinatos tenham sido feminicídios, ou seja, a vítima morreu simplesmente porque era uma mulher.

A sociedade brasileira não pode aceitar essas diferenças de gênero com algo normal, a legislação precisa continuar avançando em favor de leis eficientes que coíbam as desigualdades e busquem a equidade e a justiça precisa punir com rigor todos os casos de violência contra a mulher.

Maria Rosângela Lopes

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Vale do Sapucaí, secretária de Relações Públicas da CNTM e integrante da Secretaria para Assuntos Raciais da Força Sindical

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