Viva a cultura negra!

Viva aos encontros em família com a feijoada suculenta de domingo. Viva o encontro do turista com o acarajé na Bahia. Viva o batuque que faz ressoar o mais belo samba nas festas. Viva os amigos na roda da capoeira. Viva o cafuné e até o dengo do moleque caçula quando precisa ser retirado da muvuca! Viva o povo!

Não podemos falar sobre a construção do Estado brasileiro sem mencionar a diversidade no nosso processo histórico e mais: não podemos deixar de reconhecer o grande papel da cultura negra na formatação da cultura brasileira.

O Brasil não é um monobloco de origem única, ao contrário, é o resultado da mistura de vários povos com suas raças, valores, visão de mundo, tradições e vocações. A deslegitimação da diversidade é deixar de reconhecer quem somos enquanto brasileiros.

Quando não reconhecemos o valor da cultura negra na formação nacional estamos negando a própria identidade brasileira e quando, como sociedade, varremos para debaixo do tapete o fato do racismo ainda ser persistente nesse país estamos protelando a solução dos nossos problemas estruturais.

O Dia da Consciência Negra não é para dividir os brasileiros entre negros, brancos, amarelos ou indígenas. É um dia para lembrarmos que somos negros, brancos, amarelos, indígenas e tantos quantos mais raças e povos estiverem presentes no DNA chamado de Brasil. Este é um dia para celebrar a unidade em sua diversidade, mas também para refletir e discutir como podemos avançar na nossa sociedade para que seja mais justa, fraterna e sem preconceitos.

O desenvolvimento do país depende de reconhecermos quem somos, encarar as nossas realidades e construir oportunidades iguais.

Maria Rosângela Lopes

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Vale do Sapucaí, secretária de Relações Públicas da CNTM e integrante da Secretaria para Assuntos Raciais da Força Sindical

 

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