Força Sindical cobra segurança e ressarcimento de vítimas de fraude no auxílio emergencial

A Força Sindical se pronunciou nesta segunda, 26, acerca das denúncias, feitas pelo programa Fantástico (domingo, dia 25), sobre quadrilhas que fraudavam documentos para receber indevidamente valores do FGTS emergencial, de auxílio emergencial da pandemia e saldos de PIS. Segundo a matéria, as quadrilhas se aproveitavam da fragilidade do sistema criado pela Caixa Econômica Federal para apropriar-se de tais recursos.

Em nota, o presidente da central, Miguel Torres, chamou de “chocante” e algo que causa “repugnância” e revolta” o esquema e o comportamento da quadrilha que se aproveita de “pessoas trabalhadoras que passam por uma situação difícil”. Ele disse que “são os mais carentes, aqueles com menos conhecimento de tecnologia e com menos familiaridade com o sistema bancário, os que mais necessitam do auxílio” e cobra do governo federal “que o recebimento do Auxílio Emergencial seja mais justo, mais inclusivo e mais seguro” e que “os brasileiros lesados sejam ressarcidos”.

Leia a nota:

“Nota oficial da Força Sindical

Pelo auxílio emergencial livre de fraudes, acessível e no valor de 600 reais mensais

O povo brasileiro, que no último ano tem lidado com as difíceis consequências sanitárias e econômicas da pandemia do coronavírus, ainda tem sido vítima de uma situação sórdida: quadrilhas que roubam o auxílio emergencial, o FGTS emergencial e saldos de PIS.

É chocante constatar que compatriotas possam se aproveitar de pessoas trabalhadoras que passam por uma situação difícil.

O esquema foi revelado no último domingo pelo programa Fantástico, da TV Globo. E é de tão baixo nível moral que nos causa repugnância e revolta.

A matéria mostrou como operava a quadrilha e seus repulsivos deboches. E mostrou também que o aplicativo necessário para a obtenção do auxílio é suscetível a ações criminosas.

Já foram identificadas 200 vítimas e a PF estima que se chegue a mil o número de pessoas lesadas por uma só quadrilha. Mas a matéria alerta para o fato de que o crime se espalhou por vários lugares do país, multiplicando o número de vítimas.

Além de lutar pela manutenção do auxílio, para que o valor seja de 600 reais mensais, a Força Sindical também exige que a forma com que os brasileiros obtêm tal recurso não seja exposta à fraude e seja acessível a todos e todas.

Neste sentido a burocracia envolvida desde a liberação do recurso até o dinheiro chegar nas mãos da população carente deve ser, ao mesmo tempo, simplificada ao máximo e impermeável à desvios de qualquer natureza.

Cabe ao governo conhecer e resguardar o povo. Saber que são os mais carentes, aqueles com menos conhecimento de tecnologia e com menos familiaridade com o sistema bancário, os que mais necessitam do auxílio.

Fica aqui nossa cobrança ao governo federal para que o recebimento do Auxílio Emergencial seja mais justo, mais inclusivo e mais seguro. E para que os brasileiros lesados sejam ressarcidos.

São Paulo, 26 de outubro de 2020

Miguel Torres, presidente da Força Sindical”

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