Sechobar denúncia coação de patrões para que trabalhadores não contribuam com o sindicato

O Sechobar (Sindicato dos Empregados em hotéis, bares e restaurantes e Similares de Balneário Camboriú e Região) denunciou que trabalhadores da base estão sendo coagidos a assinar uma carta desautorizando o desconto da contribuição em favor do sindicato. A presidente da entidade, Olga Ferreira, revelou que tem recebido uma carta padrão, enviada pelas contabilidades. A prática é ilegal e contraria o que foi estabelecido na convenção coletiva da categoria em outubro do ano passado e no acordo firmado com o ministério Público do Trabalho (MPT).

Pela convenção o trabalhador precisa ir até o sindicato com um documento escrito do próprio punho revelando que não quer contribuir com o sindicato, a chamada carta de oposição à contribuição.

Olga revela ainda que a decisão de contribuir é do trabalhador e não do patrão.

“A maioria dos trabalhadores assinam o documento ser ter conhecimento do que é”, adiantou.

Em um dos casos denunciado ao Sechobar, o empregado escreveu abaixo da ficha que “a empresa mandou assinar o ‘papel’ do sindicato, sem falar sobre o que se tratava e não deu cópias do documento”.

Depois da Reforma Trabalhista se tornou opcional a contribuição sindical. Isso significa que os trabalhadores e as empresas não são mais obrigados a dar um dia de trabalho por ano para o sindicato que representa sua categoria. No entanto, se aprovado em convenção coletiva só não será descontado, caso o trabalhador leve a carta de oposição diretamente na sede do sindicato, com prazo também definido na lei.

“A ideia dos empresários é tirar a representatividade dos trabalhadores e o porto seguro que é o sindicato”, lembrou o presidente em exercício da Força SC, Miguel Padilha.

Assessoria de imprensa da Força Sindical-SC

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